Primeiramente vou me render ao talento de Martin Scorsese. A direção é fantástica, acho até que cheguei a ficar doidão vendo o filme...
Quanta droga, quanta luxúria, retratada de forma muito incisiva, clara, sem falsos pudores.
Gostei também do roteiro de Terence Winter, que adaptou a obra do próprio Jordan Belfort.
DiCaprio está muito bom, intenso. E Matthew MacConaughey rouba a cena....
Cheguei a pensar durante o filme, será que esse Jordan Belfort vai se dar bem? Será que essa vida desregrada é a melhor forma de se viver? O cara se dando bem e nós aqui.... todos certinhos, dormindo cedo, para acordar cedo, suando a camisa pra construir a vida de forma honesta.
Hum....Aqui vai um spoiler: Ele não se dá bem!! No final a casa cai, meu amigo.
Outra coisa que me chamou a atenção: Como somos vulneráveis diante de um marketing agressivo! Como caímos nas mentiras de um corretor, de um bom gerente de banco que nos empurram um investimento, como se fossem mil maravilhas!! Um retrato muito interessante dessa relação Corretores x Investidores, onde os corretores são apresentados como os predadores e os investidores as presas.
As relações familiares também são tratadas em um plano secundário, mas com muita clareza. A postura dos pais de Jordan é mostrada no filme. No entanto fica no ar a posição da segunda esposa de Jordan. Era amor ou puro interesse?
No final do filme a cena do Policial no metrô pode ter várias interpretações. Na minha opinião, o Policial, após observar os dois velhinhos, concluiu que a vida é pra ser vivida de forma honesta. Vi em seus olhos que ele não se arrepende da vida de "classe média", de "ficar suado no metrô".
O filme é muito bom. Não dá pra tirar os olhos da tela.
Fica a reflexão: é melhor a vida de Cigarra ou de Formiga?
Grande abraço.
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