Campeonato de 2018 - Porto Alegre - Categoria Livre
Jogo 1 -
MPGO 4 (Sandro, Caio, Fernando e Nery) x 0 MPRR
Jogo 2 -
MPRS 3 x 0 MPGO
Jogo 3 - Quartas de final
MPPI 1 x 2 MPGO (Sandro e Fernando)
Jogo 4 - Semi final
MPGO 0 x 3 MPSP
Jogo 5 - Terceiro Lugar
MPGO 1 (Tiago) x 3 MPMA
Atletas: Ramiro, Carlos Wolff, Leandro Murata, Caio Afonso, Tiago Galindo, José Carlos Nery, Sandro Halfeld Barros, Fernando Cesconetto, Rodrigo Humberto, Deusivone, Robertson.
Campeonato 2019 - São Luiz / MA
Categoria Livre
Jogo 1
MPGO 2 (Sandro e Caio) X 2 MPMS
Jogo 2
MPGO 2 (Paulo Parizotto e Danni) x 2 MPMS
Categoria Master
Jogo 1
MPGO 2 (Nery e Massaia) x 1 Paraiba
Jogo 2
MPGO 0 x 1 Maranhão
Quartas de final
MPGO 3 (Danni, Parizotto e Sandro) x 1 MPMG
Semifinal
MPGO 2 (Nery e Antônio) x 0 MPMA
Final
MPGO 0 x 1 MPCE
Atletas: Ramiro, Carlos Wolff, Lucas Arantes, Leandro Murata, Sandro, Tiago Galindo, Caio Afonso, Hélio Vitor, Diego Osório, Márcio Vilas Boas, Danni Sales, Antônio de Freitas, Rafael Massaia, Paulo Parizotto, Fabiano Naves, Rodrigo Humberto, Robertson, Clinio, Paulo Pereira.
Vamos discutir: a vida, o direito, as relações interpessoais, futebol, cinema, enfim.... um ambiente para se falar de tudo!!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Wikipedia do Campeonato Papo de Boleiro
SEGUNDO SEMESTRE DE 2019
TIME A
Carlao goleiro, Xitão Civil, Danilo, Matheus Anjo, Elton, Reinaldo
TIME B
DJ, Macarrão, Bruno, Pedro, Gustavo, PH
TIME C
Dionim, Careca, Ilmerio, Lucas, Magno, Rafael
TIME D
Xitão Goleiro, Heynner, Pastor Alcimar, Yuri, Alajonnes, George
CAMPEÃO
TIME D
VICE CAMPEÃO
TIME A
ARTILHEIRO
GOLEIRO MENOS VAZADO
PRIMEIRO SEMESTRE DE 2019
TIME A
Bocao, Careca, Gustavo Luis, Magno, Caio e Biduzinho
TIME B
Xitão, Tiaguinho, Sandro, Ilmerio, Vagner e Pastor
TIME C
Dionim, Emir, Reinaldo, Rafael, Carlos Gustavo, Ernane
TIME D
DJ, Xitão Forum, Heynner, Bruno, Danilo e Macarrão.
CAMPEÃO
TIME D
VICE CAMPEÃO
TIME C
ARTILHEIRO: XITÃO FORUM, 7 GOLS
GOLEIRO MENOS VAZADO: DJ
SEGUNDO SEMESTRE DE 2018
TIME A
Careca, DJ, Caio, Heynner, Danilo e Jamil
TIME B
Emir, PH, Rafael, Elton, Pedro e Carlos Gustavo
TIME C
Sandro, Xitão, Alencar, Bidu, Gustavo e Junim
TIME D
Xitão Forum, Dionim, Vagner, Tiaguim, Magno e Bruno
CAMPEÃO: TIME A
VICE-CAMPEÃO: TIME D
ARTILHEIRO: CARECA
GOLEIRO MENOS VAZADO: PH
TABELA:
TIME A 1 (Careca) X 1 (Emir) TIME B
TIME C 2 (Gustavo e Bidu) X 3 (Bruno, Xitão e ....) TIME D
TIME C 2 (Sandro e Alencar) X 5 (Careca 2, Caio, Heynner, Jamil) TIME A
TIME B 2 X 2 TIME D
TIME A 2 (Caio e Careca) X 4 (Xitão 2, Magno e ..) TIME D
TIME C 6 (Sandro 4, Gustavo e Bidu) X 4 (Emir 3 e Rafael) TIME B
FINAL: TIME A 4 X 4 TIME D
PRIMEIRO SEMESTRE 2018
CAMPEÃO:DJ, Elton, Rafael, Tiquinho (Bidu), Xitão e Diogo
VICE CAMPEÃO: Dionim, Bruno, Careca, Sandro, Caio e Pastor
SEGUNDO SEMESTRE 2017
CAMPEÃO
VICE CAMPEÃO: Sandro, Caio, Danilo
PRIMEIRO SEMESTRE 2017
CAMPEÃO: Sandro, Magno,
VICE CAMPEÃO
SEGUNDO SEMESTRE 2016
CAMPEÃO: Emir, Sandro, Gustavo, Ilmerio, Rafael
VICE CAMPEÃO:
TIME A
Carlao goleiro, Xitão Civil, Danilo, Matheus Anjo, Elton, Reinaldo
TIME B
DJ, Macarrão, Bruno, Pedro, Gustavo, PH
TIME C
Dionim, Careca, Ilmerio, Lucas, Magno, Rafael
TIME D
Xitão Goleiro, Heynner, Pastor Alcimar, Yuri, Alajonnes, George
CAMPEÃO
TIME D
VICE CAMPEÃO
TIME A
ARTILHEIRO
GOLEIRO MENOS VAZADO
PRIMEIRO SEMESTRE DE 2019
TIME A
Bocao, Careca, Gustavo Luis, Magno, Caio e Biduzinho
TIME B
Xitão, Tiaguinho, Sandro, Ilmerio, Vagner e Pastor
TIME C
Dionim, Emir, Reinaldo, Rafael, Carlos Gustavo, Ernane
TIME D
DJ, Xitão Forum, Heynner, Bruno, Danilo e Macarrão.
CAMPEÃO
TIME D
VICE CAMPEÃO
TIME C
ARTILHEIRO: XITÃO FORUM, 7 GOLS
GOLEIRO MENOS VAZADO: DJ
SEGUNDO SEMESTRE DE 2018
TIME A
Careca, DJ, Caio, Heynner, Danilo e Jamil
TIME B
Emir, PH, Rafael, Elton, Pedro e Carlos Gustavo
TIME C
Sandro, Xitão, Alencar, Bidu, Gustavo e Junim
TIME D
Xitão Forum, Dionim, Vagner, Tiaguim, Magno e Bruno
CAMPEÃO: TIME A
VICE-CAMPEÃO: TIME D
ARTILHEIRO: CARECA
GOLEIRO MENOS VAZADO: PH
TABELA:
TIME A 1 (Careca) X 1 (Emir) TIME B
TIME C 2 (Gustavo e Bidu) X 3 (Bruno, Xitão e ....) TIME D
TIME C 2 (Sandro e Alencar) X 5 (Careca 2, Caio, Heynner, Jamil) TIME A
TIME B 2 X 2 TIME D
TIME A 2 (Caio e Careca) X 4 (Xitão 2, Magno e ..) TIME D
TIME C 6 (Sandro 4, Gustavo e Bidu) X 4 (Emir 3 e Rafael) TIME B
FINAL: TIME A 4 X 4 TIME D
PRIMEIRO SEMESTRE 2018
CAMPEÃO:DJ, Elton, Rafael, Tiquinho (Bidu), Xitão e Diogo
VICE CAMPEÃO: Dionim, Bruno, Careca, Sandro, Caio e Pastor
SEGUNDO SEMESTRE 2017
CAMPEÃO
VICE CAMPEÃO: Sandro, Caio, Danilo
PRIMEIRO SEMESTRE 2017
CAMPEÃO: Sandro, Magno,
VICE CAMPEÃO
SEGUNDO SEMESTRE 2016
CAMPEÃO: Emir, Sandro, Gustavo, Ilmerio, Rafael
VICE CAMPEÃO:
sábado, 8 de dezembro de 2018
O PRÍNCIPE (MAQUIAVEL 1469-1527) - RESENHA
CAPÍTULO I - QUANTOS TIPOS SÃO OS PRINCIPADOS E DE QUE MODOS SE ADQUIREM
CAPÍTULO II - DOS PRINCIPADOS HEREDITÁRIOS
CAPÍTULO III - OS PRINCIPADOS MISTOS
"Nos principados novos é que encontramos as dificuldades".
CAPÍTULO II - DOS PRINCIPADOS HEREDITÁRIOS
"Para a preservação dos Estados hereditários e afeiçoados à linhagem de seu príncipe, as dificuldades são bem menores que nos novos, pois basta não preterir os costumes dos antepassados e, depois, contemporizar com os acontecimentos fortuitos, de forma que, se tal príncipe for dotado de ordinária capacidade sempre se manterá no poder, a menos que uma extraordinária e excessiva força dele venha a privá-lo." "
O príncipe natural tem razões menores e menos necessidade de ofender."
CAPÍTULO III - OS PRINCIPADOS MISTOS
"Nos principados novos é que encontramos as dificuldades".
"É que homens, com satisfação, mudam de senhor pensando em melhorar e esta crença faz com que lancem mão de armas contra o senhor atual."
"O novo príncipe sempre precisa ofender o novo súdito com seus soldados e com outras infinitas injúrias que se lançam sobre a recente conquista, dessa forma, tem como inimigos todos aqueles que ofendeste."
Dicas para o conquistador:
1 - "Um dos maiores e mais eficientes remédios seria aquele do conquistador ir habitá-los. Isto tornaria mais segura e mais duradoura a posse adquirida. Isso porque, estando no local, pode-se se ver nascerem as desordens e elas podem ser reprimidas. Não estando no local, delas somente se tem notícia quando a confusão estiver já alastrada. Além disso a província não é saqueada por administradores temporários que a ocupam e os súditos ficam satisfeitos porque o recurso ao príncipe se torna mais fácil."
"Sobre as insatisfações e a tuberculose: No começo a cura é fácil e o diagnóstico difícil. Com o decorrer do tempo, se a enfermidade não for reconhecida a tempo, torna-se fácil o diagnóstico e difícil a cura."
2 - "Instalar colônias num ou dois pontos como que acorrentados a aquele Estado, formando ali tropas ou mantendo."
3 - "Tornar-se chefe e defensor do menos fortes, tratando de enfraquecer os poderosos daquela província, cuidando para que em hipótese alguma ali penetre um forasteiro tão forte quanto o príncipe."
Dica para quem auxilia o conquistador:
"Quem é causa do poderio de alguém se arruína, por que esse poder resulta ou da astúcia ou da força e ambas são suspeitas para aquele que se tornou poderoso."
CAPÍTULO IV - POR QUE O REINO DE DARIO, OCUPADO POR ALEXANDRE, NÃO SE REBELOU CONTRA OS SUCESSORES APÓS SUA MORTE
"Os principados têm sido governados de duas formas diversas: OU por um príncipe, sendo todos os demais servos que, como ministros por graça e concessão sua, ajudam a governar o Estado, OU por um príncipe e por barões, os quais, não por graça do senhor, mas por antiguidade de sangue têm aquele grau de ministro."
"Os principados têm sido governados de duas formas diversas: OU por um príncipe, sendo todos os demais servos que, como ministros por graça e concessão sua, ajudam a governar o Estado, OU por um príncipe e por barões, os quais, não por graça do senhor, mas por antiguidade de sangue têm aquele grau de ministro."
"Na primeira hipótese, quem tiver em mira tomar esses principados terá dificuldade para conquistar e facilidade para conservar (no primeiro caso) e facilidade para conquistar e dificuldade para manter (no segundo)."
CAPÍTULO V - DE QUE MODO GOVERNAR AS CIDADES OU PRINCIPADOS QUE, ANTES DE SEREM OCUPADOS, VIVIAM COM AS SUAS PRÓPRIAS LEIS
"Quando se conquista um estado que tem suas próprias leis existem três formas de conservá-los:
1- Arruinando-o
2 - Habitando-o pessoalmente
3 - Deixando viver com suas leis, arrecadando um tributo e criando em seu interior um governo de poucos."
"É verdade que não existe modo seguro de conservar a conquista, senão a destruição".
"Quando as cidades ou províncias estão acostumadas a viver sob um príncipe, extinta a dinastia, sendo de um lado afeitas a obedecer e de outro não tendo o príncipe antigo, dificilmente chagam a acordo para escolha de um outro príncipe, não sabem, enfim viver em liberdade: dessa forma, são mais lerdas para tomar as armas e, com maior facilidade, pode um príncipe vencê-las e delas apoderar-se."
CAPITULO VI - DOS PRINCIPADOS NOVOS QUE SE CONQUISTAM COM ARMAS PRÓPRIAS E COM VIRTUDE
"Deve-se considerar não haver coisa mais difícil para cuidar, nem mais duvidosa a conseguir, nem mais perigosa de manejar, que tornar-se chefe e introduzir novas ordens."
"O novo rei tem por inimigos todo aqueles que obtinham vantagens com as velhas instituições e encontra fracos defensores naqueles que das novas ordens se beneficiam. Essa fraqueza nasce, parte por medo dos adversários que ainda têm as leis para atender aos seus interesses, parte pela incredulidade dos homens: estes, em verdade, não creem nas inovações se não as veem resultar de uma firme experiência."
"Se o novo príncipe, para levar a diante sua obra precisa de rogar, sempre acaba mal e não realiza coisa alguma. Se depende de si próprio e pode forçar, então são várias vezes que perigam. Daí resulta que todos os profetas armados venceram e os desarmados fracassaram."
CAPITULO VII - DOS PRINCIPADOS NOVOS QUE SE CONQUISTAM COM ARMAS E FORTUNA ALHEIAS
"São aqueles que somente aos quais é concedido um estado, seja por dinheiro, seja por graça do concedente."
"Tais príncipes não sabem ou não podem manter a sua posição. Não sabem porque se não são homens de grande engenho e virtude, não é razoável que, tendo vivido sempre em ambiente privado, saibam comandar; não podem, porque não têm forças que lhes possam ser amigas e fiéis."
"Os estados que surgem rapidamente, como todas as demais coisas da natureza que nascem e crescem depressa, não podem ter raízes e estruturação perfeitas, de forma que a primeira adversidade os extingue. Exceto se o príncipe for de tanta virtude que saiba desde logo preparar-se para conservar aquilo que a fortuna lhe pôs no regaço."
CAPITULO VIII - DOS QUE CHEGARAM AO PRINCIPADO POR MEIO TRAIÇOEIRO
"É preciso ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos".
"Deve o conquistador exercer todas aquelas ofensas que se lhe tornem necessárias, fazendo-as todas a um tempo só, para não precisar renová-las a cada dia e poder, assim, dar segurança aos homens e conquistá-los com benefícios."
CAPÍTULO IX - DO PRINCIPADO CIVIL
"Vendo os grandes não lhes ser possível resistir ao povo, começam a emprestar prestígio a um dentre eles e o fazem para poderem, sob sua sombra, dar expansão ao seu apetite; o povo, também, vendo não poder resistir aos poderosos, volta a estima a um cidadão e o faz príncipe para estar defendido com a autoridade do mesmo."
"Aquele que chega ao principado com a ajuda dos grandes se mantém com mais dificuldade daquele que ascende ao posto com o apoio do povo, pois se encontra príncipe com muitos ao redor a lhe parecerem seus iguais, e por isso, não pode nem governar nem manobrar como entender."
"Aquele chega ao principado com o apoio popular, aí se encontra só e ao se derredor não tem ninguém ou são pouquíssimos que não estejam preparados para obedecer."
"Os grandes podem ser considerados em três grupos: Os que se obrigam e não são gananciosos (devem ser amados pelo príncipe). Os que não se obrigam por covardia ou defeito de espirito (não são problema). Os que não se obrigam por ambição (o príncipe deve ter cuidado)."
"Quem se torne príncipe pelo favor dos grandes, contra o povo, deve antes de mais nada procurar ganhar este para si".
CAPÍTULO X - DE QUE MODO SE DEVEM MEDIR AS FORÇAS DE TODOS OS PRINCIPADOS
"Se um príncipe tem um Estado tão grande e forte que possa, precisando, manter-se por si mesmo, ou então, necessitar da ajuda de outrem."
"Os homens são sempre inimigos dos empreendimentos onde vejam dificuldades, e não se pode encontrar facilidade para atacar quem tenha sua cidade forte e não seja odiado pelo povo."
"Que um príncipe poderoso e afoito superará sempre aquelas dificuldades, ora dando aos súditos esperança de que o mal não será longo, ora incutindo temor da crueldade do inimigo, ora assegurando-se com destreza daqueles que lhe pareçam muito temerários."
CAPÍTULO XI - DOS PRINCIPADOS ECLESIÁSTICOS
"As dificuldades existem antes que se os possuam, eis que são adquiridos ou pela virtude ou pela fortuna, e sem uma e outra se conservam, porque são sustentados pelas ordens de há muito estabelecidas na religião. Estas tornam-se tão fortes e de tal natureza que mantêm os seus príncipes sempre no poder, seja qual for o modo por que procedam e vivam."
"Nestes estados, os súditos, por não serem governados, não se preocupam, não pensam e nem podem separar-se deles. Somente estes principados, pois, são seguros e felizes. Mas sendo eles dirigidos por razão superior, à qual a mente humana não atinge, deixarei de falar a seu respeito, mesmo porque, sendo engrandecidos e mantidos por Deus, seria obra de homem presunçoso e temerário dissertar a seu respeito. "
CAPÍTULO XII - DE QUANTAS ESPÉCIES SÃO AS MILÍCIAS, E DOS SOLDADOS MERCENÁRIOS
"Alguém tem o seu Estado apoiado nas tropas mercenárias, jamais estará firme e seguro, porque elas são desunidas, ambiciosas, indisciplinadas, infiéis; galhardas entre os amigos, vis entre os inimigos; não têm temor a Deus e não têm fé nos homens."
CAPÍTULO XIII - DOS SOLDADOS AUXILIARES, MISTOS E PRÓPRIOS
"As tropas auxiliares, que são outras forças inúteis, são aquelas que se apresentam quando chamas um poderoso para que, com seus exércitos, te venha a ajudar e defender. Essas tropas podem ser úteis e boas para si mesmas, mas, para quem as chame, são quase sempre danosas, eis que perdendo ficas liquidado, vencendo fica seu prisioneiro."
CAPÍTULO XIV - O QUE COMPETE A UM PRÍNCIPE ACERCA DA MILÍCIA
"Deve, pois, um príncipe não ter outro objetivo nem outro pensamento, nem tomar qualquer outra coisa por fazer, senão a guerra e a sua organização e disciplina, pois essa é a única arte que compete a quem comanda."
"Entre um príncipe armado e um desarmado, não existe proporção alguma, e não é razoável que que esteja armado obedeça com gosto ao que seja desprovido de armas, nem que o desarmado se sinta seguro entre servidores armados."
"Um príncipe inteligente deve observar a semelhança de proceder dos grandes heróis, nunca ficando ocioso em tempos de paz, mas sim, com habilidade, procurar um cabedal para poder utilizá-lo na adversidade, a fim de que, quando mudar a fortuna, se encontre preparado para resistir."
CAPÍTULO XV - DAQUELAS COISAS PELAS QUAIS OS HOMENS, E ESPECIALMENTE OS PRÍNCIPES, SÃO LOUVADOS OU INSULTADOS
"É necessário, a um príncipe que queira se manter, aprender a poder não ser bom e usar ou não da bondade, segundo a necessidade."
"Ainda que o príncipe não evite de incorrer na má faina dos vícios que, sem eles, difícil se torne salvar o Estado; pois se bem considerado for tudo, sempre se encontrará alguma coisa que, parecendo virtude, praticada acarretará ruína, e alguma outra que, com aparência de vício, seguida dará origem à segurança e ao bem-estar."
CAPÍTULO XVI - DA LIBERALIDADE E DA PARCIMÔNIA
"A liberalidade, usada por forma que se torne conhecida de todos, te prejudica, porque, se usada virtuosamente e como se a deve usar, ela não se torna conhecida e não conseguirá tirar de cima de ti a má fama do seu contrário (miserável)."
"Um príncipe deve gastar pouco para não precisar roubar seus súditos."
CAPÍTULO XVII - DA CRUELDADE E DA PIEDADE; SE É MELHOR SER AMADO QUE TEMIDO OU ANTES TEMIDO QUE AMADO
"Os homens têm menos escrúpulo em ofender a alguém que se faça amar do que a quem se faça temer; posto que a amizade é mantida por um vínculo de obrigação que, por serem os homens maus, é quebrado em cada oportunidade que a eles convenha; mas o temor é mantido pelo receio de castigo que jamais se abandona."
"Um príncipe não deve, pois, temer a má-fama de cruel, desde que por ela mantenha seus súditos unidos e leais."
"Podem muito bem coexistir: o ser temido e o não ser odiado."
"O Príncipe deve, sobretudo, abster-se de dos bens alheios, posto que os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio."
CAPÍTULO XVIII - DE QUE MODO OS PRÍNCIPES DEVEM MANTER A FÉ DA PALAVRA DADA
"Existem dois modos de combater: um com as leis, o outro com a força. O primeiro é próprio do homem,o segundo, dos animais; mas como o primeiro modo muitas vezes não é suficiente, convém recorrer ao segundo."
"É necessário saber bem disfarçar esta qualidade e ser grande simulador ou dissimulador: tão simples são os homens e de tal forma cedem às necessidades presentes, que aquele que engana sempre encontrará quem se deixe enganar."
"Um príncipe deve ter muito cuidado em não deixar escapar de sua boca nada que não seja repleto das cinco qualidades citadas: piedade (piedoso); fé (fiel); integridade (íntegro); humanidade (humano) e religião (religioso). E nada existe mais necessário de ser aparentado do que esta última qualidade. É que os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos, porque a todos cabe ver, mas poucos são capazes de sentir."
CAPÍTULO XIX - COMO EVITAR SER DESPREZADO E ODIADO
"Será odiado se for ganancioso e usurpador dos bens e das mulheres dos súditos."
"Será desprezível se for considerado volúvel, leviano, efeminado, pusilânime, irresoluto, empenhando-se para que em suas ações se reconheça grandeza, coragem, gravidade e fortaleza."
CAPÍTULO XX - SE AS FORTALEZAS E MUITAS OUTRAS COISAS FEITAS PELOS PRÍNCIPES SÃO UTEIS OU NÃO
Armar os súditos, desarmar os conquistados (salvo seus partidários na conquista), evitar disputas e divisões nas cidades; edificar fortalezas (se o príncipe tiver mais temor de seu povo do que dos estrangeiros); destruir fortalezas (se o príncipe tiver mais medo dos estrangeiros do que de seu povo).
CAPÍTULO XXI - O QUE CONVÉM A UM PRÍNCIPE PARA SER ESTIMADO
"Nada faz estimar tanto um príncipe como as grandes empresas (atividades) e o dar de si raros exemplos."
CAPÍTULO XXII - DOS SECRETÁRIOS QUE OS PRÍNCIPES TÊM JUNTO DE SI
"A primeira conjectura que se faz da inteligência de um senhor, resulta da observação dos homens que o cercam; quando são capazes e fiéis, sempre se pode reputá-lo sábio, porque soube reconhecê-los competentes e conservá-los. Mas, quando não são assim, sempre se pode fazer mau juízo do príncipe, porque o primeiro erro por ele cometido reside nessa escolha."
"Quando o ministro pensa mais em si do que no estado, é um mau ministro."
"Por outro lado, para conservá-lo bom ministro, o príncipe deve pensar nele, fazendo-o rico, honrando-o, obrigando-se-lhe, fazendo-o participar dar honrarias e cargos."
CAPÍTULO XXIII - DE QUE FORMA SE AFUGENTA OS ADULADORES
"Não há outro meio de guardar-se da adulação, a não ser fazendo com que os homens entendam que não te ofendem dizendo a verdade; mas, quando todos podem dizer-te a verdade, passam a faltar-te com a reverência."
"O príncipe deve escolher dos homens sábios e somente a eles deve dar a liberdade de falar-lhe a verdade daquilo que ele pergunte e nada mais."
CAPÍTULO XXIV - POR QUE OS PRÍNCIPES DA ITÁLIA PERDERAM SEUS ESTADOS
Faltaram armas, tinham a inimizade do povo, foram ignavos (preguiçosos, covardes).
CAPÍTULO XXV - DE QUANTO PODE A FORTUNA NAS COISAS HUMANAS E DE QUE MODO SE PODE RESISTIR
"Pode ser verdade que a sorte(fortuna) seja o árbitro da metade das nossas ações, mas que ainda nos deixe governar a outra metade, ou quase".
"Dois indivíduos agindo por formas diversas podem alcançar o mesmo efeito, ao passo que de dois que operem igualmente, um alcança o seu fim e outro não."
CAPÍTULO XXVI - EXORTAÇÃO PARA PROCURAR TOMAR A ITÁLIA E LIBERTÁ-LA DAS MÃOS DOS BÁRBAROS
A todos repugna este bárbaro domínio. Tome, portanto, a vossa ilustre casa esta incumbência com aquele ânimo e com aquela esperança com que se abraçam as causas justas, a fim de que, sob sua insígnia, esta pátria seja nobilitada e sob seus auspícios se verifique aquele dito de Petrarca."
"Quando se conquista um estado que tem suas próprias leis existem três formas de conservá-los:
1- Arruinando-o
2 - Habitando-o pessoalmente
3 - Deixando viver com suas leis, arrecadando um tributo e criando em seu interior um governo de poucos."
"É verdade que não existe modo seguro de conservar a conquista, senão a destruição".
"Quando as cidades ou províncias estão acostumadas a viver sob um príncipe, extinta a dinastia, sendo de um lado afeitas a obedecer e de outro não tendo o príncipe antigo, dificilmente chagam a acordo para escolha de um outro príncipe, não sabem, enfim viver em liberdade: dessa forma, são mais lerdas para tomar as armas e, com maior facilidade, pode um príncipe vencê-las e delas apoderar-se."
CAPITULO VI - DOS PRINCIPADOS NOVOS QUE SE CONQUISTAM COM ARMAS PRÓPRIAS E COM VIRTUDE
"Deve-se considerar não haver coisa mais difícil para cuidar, nem mais duvidosa a conseguir, nem mais perigosa de manejar, que tornar-se chefe e introduzir novas ordens."
"O novo rei tem por inimigos todo aqueles que obtinham vantagens com as velhas instituições e encontra fracos defensores naqueles que das novas ordens se beneficiam. Essa fraqueza nasce, parte por medo dos adversários que ainda têm as leis para atender aos seus interesses, parte pela incredulidade dos homens: estes, em verdade, não creem nas inovações se não as veem resultar de uma firme experiência."
"Se o novo príncipe, para levar a diante sua obra precisa de rogar, sempre acaba mal e não realiza coisa alguma. Se depende de si próprio e pode forçar, então são várias vezes que perigam. Daí resulta que todos os profetas armados venceram e os desarmados fracassaram."
CAPITULO VII - DOS PRINCIPADOS NOVOS QUE SE CONQUISTAM COM ARMAS E FORTUNA ALHEIAS
"São aqueles que somente aos quais é concedido um estado, seja por dinheiro, seja por graça do concedente."
"Tais príncipes não sabem ou não podem manter a sua posição. Não sabem porque se não são homens de grande engenho e virtude, não é razoável que, tendo vivido sempre em ambiente privado, saibam comandar; não podem, porque não têm forças que lhes possam ser amigas e fiéis."
"Os estados que surgem rapidamente, como todas as demais coisas da natureza que nascem e crescem depressa, não podem ter raízes e estruturação perfeitas, de forma que a primeira adversidade os extingue. Exceto se o príncipe for de tanta virtude que saiba desde logo preparar-se para conservar aquilo que a fortuna lhe pôs no regaço."
CAPITULO VIII - DOS QUE CHEGARAM AO PRINCIPADO POR MEIO TRAIÇOEIRO
"É preciso ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos".
"Deve o conquistador exercer todas aquelas ofensas que se lhe tornem necessárias, fazendo-as todas a um tempo só, para não precisar renová-las a cada dia e poder, assim, dar segurança aos homens e conquistá-los com benefícios."
CAPÍTULO IX - DO PRINCIPADO CIVIL
"Vendo os grandes não lhes ser possível resistir ao povo, começam a emprestar prestígio a um dentre eles e o fazem para poderem, sob sua sombra, dar expansão ao seu apetite; o povo, também, vendo não poder resistir aos poderosos, volta a estima a um cidadão e o faz príncipe para estar defendido com a autoridade do mesmo."
"Aquele que chega ao principado com a ajuda dos grandes se mantém com mais dificuldade daquele que ascende ao posto com o apoio do povo, pois se encontra príncipe com muitos ao redor a lhe parecerem seus iguais, e por isso, não pode nem governar nem manobrar como entender."
"Aquele chega ao principado com o apoio popular, aí se encontra só e ao se derredor não tem ninguém ou são pouquíssimos que não estejam preparados para obedecer."
"Os grandes podem ser considerados em três grupos: Os que se obrigam e não são gananciosos (devem ser amados pelo príncipe). Os que não se obrigam por covardia ou defeito de espirito (não são problema). Os que não se obrigam por ambição (o príncipe deve ter cuidado)."
"Quem se torne príncipe pelo favor dos grandes, contra o povo, deve antes de mais nada procurar ganhar este para si".
CAPÍTULO X - DE QUE MODO SE DEVEM MEDIR AS FORÇAS DE TODOS OS PRINCIPADOS
"Se um príncipe tem um Estado tão grande e forte que possa, precisando, manter-se por si mesmo, ou então, necessitar da ajuda de outrem."
"Os homens são sempre inimigos dos empreendimentos onde vejam dificuldades, e não se pode encontrar facilidade para atacar quem tenha sua cidade forte e não seja odiado pelo povo."
"Que um príncipe poderoso e afoito superará sempre aquelas dificuldades, ora dando aos súditos esperança de que o mal não será longo, ora incutindo temor da crueldade do inimigo, ora assegurando-se com destreza daqueles que lhe pareçam muito temerários."
CAPÍTULO XI - DOS PRINCIPADOS ECLESIÁSTICOS
"As dificuldades existem antes que se os possuam, eis que são adquiridos ou pela virtude ou pela fortuna, e sem uma e outra se conservam, porque são sustentados pelas ordens de há muito estabelecidas na religião. Estas tornam-se tão fortes e de tal natureza que mantêm os seus príncipes sempre no poder, seja qual for o modo por que procedam e vivam."
"Nestes estados, os súditos, por não serem governados, não se preocupam, não pensam e nem podem separar-se deles. Somente estes principados, pois, são seguros e felizes. Mas sendo eles dirigidos por razão superior, à qual a mente humana não atinge, deixarei de falar a seu respeito, mesmo porque, sendo engrandecidos e mantidos por Deus, seria obra de homem presunçoso e temerário dissertar a seu respeito. "
CAPÍTULO XII - DE QUANTAS ESPÉCIES SÃO AS MILÍCIAS, E DOS SOLDADOS MERCENÁRIOS
"Alguém tem o seu Estado apoiado nas tropas mercenárias, jamais estará firme e seguro, porque elas são desunidas, ambiciosas, indisciplinadas, infiéis; galhardas entre os amigos, vis entre os inimigos; não têm temor a Deus e não têm fé nos homens."
CAPÍTULO XIII - DOS SOLDADOS AUXILIARES, MISTOS E PRÓPRIOS
"As tropas auxiliares, que são outras forças inúteis, são aquelas que se apresentam quando chamas um poderoso para que, com seus exércitos, te venha a ajudar e defender. Essas tropas podem ser úteis e boas para si mesmas, mas, para quem as chame, são quase sempre danosas, eis que perdendo ficas liquidado, vencendo fica seu prisioneiro."
CAPÍTULO XIV - O QUE COMPETE A UM PRÍNCIPE ACERCA DA MILÍCIA
"Deve, pois, um príncipe não ter outro objetivo nem outro pensamento, nem tomar qualquer outra coisa por fazer, senão a guerra e a sua organização e disciplina, pois essa é a única arte que compete a quem comanda."
"Entre um príncipe armado e um desarmado, não existe proporção alguma, e não é razoável que que esteja armado obedeça com gosto ao que seja desprovido de armas, nem que o desarmado se sinta seguro entre servidores armados."
"Um príncipe inteligente deve observar a semelhança de proceder dos grandes heróis, nunca ficando ocioso em tempos de paz, mas sim, com habilidade, procurar um cabedal para poder utilizá-lo na adversidade, a fim de que, quando mudar a fortuna, se encontre preparado para resistir."
CAPÍTULO XV - DAQUELAS COISAS PELAS QUAIS OS HOMENS, E ESPECIALMENTE OS PRÍNCIPES, SÃO LOUVADOS OU INSULTADOS
"É necessário, a um príncipe que queira se manter, aprender a poder não ser bom e usar ou não da bondade, segundo a necessidade."
"Ainda que o príncipe não evite de incorrer na má faina dos vícios que, sem eles, difícil se torne salvar o Estado; pois se bem considerado for tudo, sempre se encontrará alguma coisa que, parecendo virtude, praticada acarretará ruína, e alguma outra que, com aparência de vício, seguida dará origem à segurança e ao bem-estar."
CAPÍTULO XVI - DA LIBERALIDADE E DA PARCIMÔNIA
"A liberalidade, usada por forma que se torne conhecida de todos, te prejudica, porque, se usada virtuosamente e como se a deve usar, ela não se torna conhecida e não conseguirá tirar de cima de ti a má fama do seu contrário (miserável)."
"Um príncipe deve gastar pouco para não precisar roubar seus súditos."
CAPÍTULO XVII - DA CRUELDADE E DA PIEDADE; SE É MELHOR SER AMADO QUE TEMIDO OU ANTES TEMIDO QUE AMADO
"Os homens têm menos escrúpulo em ofender a alguém que se faça amar do que a quem se faça temer; posto que a amizade é mantida por um vínculo de obrigação que, por serem os homens maus, é quebrado em cada oportunidade que a eles convenha; mas o temor é mantido pelo receio de castigo que jamais se abandona."
"Um príncipe não deve, pois, temer a má-fama de cruel, desde que por ela mantenha seus súditos unidos e leais."
"Podem muito bem coexistir: o ser temido e o não ser odiado."
"O Príncipe deve, sobretudo, abster-se de dos bens alheios, posto que os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio."
CAPÍTULO XVIII - DE QUE MODO OS PRÍNCIPES DEVEM MANTER A FÉ DA PALAVRA DADA
"Existem dois modos de combater: um com as leis, o outro com a força. O primeiro é próprio do homem,o segundo, dos animais; mas como o primeiro modo muitas vezes não é suficiente, convém recorrer ao segundo."
"É necessário saber bem disfarçar esta qualidade e ser grande simulador ou dissimulador: tão simples são os homens e de tal forma cedem às necessidades presentes, que aquele que engana sempre encontrará quem se deixe enganar."
"Um príncipe deve ter muito cuidado em não deixar escapar de sua boca nada que não seja repleto das cinco qualidades citadas: piedade (piedoso); fé (fiel); integridade (íntegro); humanidade (humano) e religião (religioso). E nada existe mais necessário de ser aparentado do que esta última qualidade. É que os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos, porque a todos cabe ver, mas poucos são capazes de sentir."
CAPÍTULO XIX - COMO EVITAR SER DESPREZADO E ODIADO
"Será odiado se for ganancioso e usurpador dos bens e das mulheres dos súditos."
"Será desprezível se for considerado volúvel, leviano, efeminado, pusilânime, irresoluto, empenhando-se para que em suas ações se reconheça grandeza, coragem, gravidade e fortaleza."
CAPÍTULO XX - SE AS FORTALEZAS E MUITAS OUTRAS COISAS FEITAS PELOS PRÍNCIPES SÃO UTEIS OU NÃO
Armar os súditos, desarmar os conquistados (salvo seus partidários na conquista), evitar disputas e divisões nas cidades; edificar fortalezas (se o príncipe tiver mais temor de seu povo do que dos estrangeiros); destruir fortalezas (se o príncipe tiver mais medo dos estrangeiros do que de seu povo).
CAPÍTULO XXI - O QUE CONVÉM A UM PRÍNCIPE PARA SER ESTIMADO
"Nada faz estimar tanto um príncipe como as grandes empresas (atividades) e o dar de si raros exemplos."
CAPÍTULO XXII - DOS SECRETÁRIOS QUE OS PRÍNCIPES TÊM JUNTO DE SI
"A primeira conjectura que se faz da inteligência de um senhor, resulta da observação dos homens que o cercam; quando são capazes e fiéis, sempre se pode reputá-lo sábio, porque soube reconhecê-los competentes e conservá-los. Mas, quando não são assim, sempre se pode fazer mau juízo do príncipe, porque o primeiro erro por ele cometido reside nessa escolha."
"Quando o ministro pensa mais em si do que no estado, é um mau ministro."
"Por outro lado, para conservá-lo bom ministro, o príncipe deve pensar nele, fazendo-o rico, honrando-o, obrigando-se-lhe, fazendo-o participar dar honrarias e cargos."
CAPÍTULO XXIII - DE QUE FORMA SE AFUGENTA OS ADULADORES
"Não há outro meio de guardar-se da adulação, a não ser fazendo com que os homens entendam que não te ofendem dizendo a verdade; mas, quando todos podem dizer-te a verdade, passam a faltar-te com a reverência."
"O príncipe deve escolher dos homens sábios e somente a eles deve dar a liberdade de falar-lhe a verdade daquilo que ele pergunte e nada mais."
CAPÍTULO XXIV - POR QUE OS PRÍNCIPES DA ITÁLIA PERDERAM SEUS ESTADOS
Faltaram armas, tinham a inimizade do povo, foram ignavos (preguiçosos, covardes).
CAPÍTULO XXV - DE QUANTO PODE A FORTUNA NAS COISAS HUMANAS E DE QUE MODO SE PODE RESISTIR
"Pode ser verdade que a sorte(fortuna) seja o árbitro da metade das nossas ações, mas que ainda nos deixe governar a outra metade, ou quase".
"Dois indivíduos agindo por formas diversas podem alcançar o mesmo efeito, ao passo que de dois que operem igualmente, um alcança o seu fim e outro não."
CAPÍTULO XXVI - EXORTAÇÃO PARA PROCURAR TOMAR A ITÁLIA E LIBERTÁ-LA DAS MÃOS DOS BÁRBAROS
A todos repugna este bárbaro domínio. Tome, portanto, a vossa ilustre casa esta incumbência com aquele ânimo e com aquela esperança com que se abraçam as causas justas, a fim de que, sob sua insígnia, esta pátria seja nobilitada e sob seus auspícios se verifique aquele dito de Petrarca."
E agora Jair?
Jair Bolsonaro elegeu-se presidente da República com a bandeira da honestidade e da mudança.
Será que um político que está há 28 anos no Congresso é um político honesto?
Será que Bolsonaro nunca sonegou imposto de renda? Será que nunca recebeu nenhuma diária ou indenização indevida? Será que Bolsonaro é honesto?
Pensando bem.... no sistema tradicional do "Presidencialismo de Coalizão", ou vulgo toma lá, dá cá é difícil que alguém seja honesto, pois a corrupção faz parte do sistema. Explico.
Se o líder de um partido solicita uma vantagem ou um Ministério para praticar ato de ofício, está configurada a CORRUPÇÃO PASSIVA.
Se o governo oferece a um líder de partido uma vantagem ou um Ministério para que ele o apoie, está configurada a CORRUPÇÃO ATIVA.
Particularmente, eu duvido da honestidade de todo e qualquer detentor de cargo eletivo. Explico mais uma vez.
Duvidar da honestidade de todo e qualquer político é diferente de afirmar que todo político é corrupto.
Reflitamos.
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