sábado, 15 de fevereiro de 2014

Resenha - O Lobo de Wall Street

Primeiramente vou me render ao talento de Martin Scorsese. A direção é fantástica, acho até que cheguei a ficar doidão vendo o filme... 
Quanta droga, quanta luxúria, retratada de forma muito incisiva, clara, sem falsos pudores.

Gostei também do roteiro de Terence Winter, que adaptou a obra do próprio Jordan Belfort.
DiCaprio está muito bom, intenso. E Matthew MacConaughey rouba a cena....

Cheguei a pensar durante o filme, será que esse Jordan Belfort vai se dar bem? Será que essa vida desregrada é a melhor forma de se viver? O cara se dando bem e nós aqui.... todos certinhos, dormindo cedo, para acordar cedo, suando a camisa pra construir a vida de forma honesta. 
Hum....Aqui vai um spoiler: Ele não se dá bem!! No final a casa cai, meu amigo.

Outra coisa que me chamou a atenção: Como somos vulneráveis diante de um marketing agressivo! Como caímos nas mentiras de um corretor, de um bom gerente de banco que nos empurram um investimento, como se fossem mil maravilhas!! Um retrato muito interessante dessa relação Corretores x Investidores, onde os corretores são apresentados como os predadores e os investidores as presas.

As relações familiares também são tratadas em um plano secundário, mas com muita clareza. A postura dos pais de Jordan é mostrada no filme. No entanto fica no ar a posição da segunda esposa de Jordan. Era amor ou puro interesse?

No final do filme a cena do Policial no metrô pode ter várias interpretações. Na minha opinião, o Policial, após observar os dois velhinhos, concluiu que a vida é pra ser vivida de forma honesta. Vi em seus olhos que ele não se arrepende da vida de "classe média", de "ficar suado no metrô".

O filme é muito bom. Não dá pra tirar os olhos da tela. 
Fica a reflexão: é melhor a vida de Cigarra ou de Formiga?
Grande abraço.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Racismo

Não poderia passar em branco....
Que vergonha...
Muito triste....
O trabalhador, sai de casa, deixa os filhos e esposa, vai trabalhar longe, o jogo é em outro país. Chegando lá acontece isso...



Sem querer ser radical, acho que o time do Real Garcilaso deveria ser eliminado da competição, porque isso é GRAVE. É crime.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Resenha - Hércules

O filme é ruim, muito ruim. 

Pra começar, quando o protagonista precisa ser um fisiculturista, já dificulta na escolha de um bom ator... 

Os efeitos especiais são bisonhos... no Chapolim Colorado os efeitos eram melhores!! Coitado do Leão da Nemeia, um dos doze trabalhos de Hércules. Era um bonequinho de espuma muito, mas muito, mal feito. A chuva era uma piada, ficava riscando a tela num efeito típico de um PC-386. 

E o roteiro? 

O Hércules era o Russel Crowe. O Gladiador numa versão resumida. Ah não... ele era Willian Wallace. Chegou a ser até o Sanção, pedindo forças ao Pai! Tsc, Tsc, Tsc... esse Hércules estava mais para o Shun do Cavaleiros do Zodíaco: Corrente de Andrômeda pra cá, Corrente de Andrômeda pra lá!!! 

Não perca seu tempo. O filme é ruim. 

Atores trabalham mal, direção péssima, roteiro nada original, cheio de clichês, mesmo sendo uma história mitológica contada com total licença poética. 

Na mitologia grega, Hebe é uma deusa, filha de Zeus e Hera. Não há licença poética para permitir que a mocinha se chamasse Hebe.

Ah.. já ia me esquecendo. No filme também tem o ator da série Spartacus (o que não morreu, é óbvio) fazendo o papel de um gladiador, igualzinho em Spartacus!! Nada original!!

1 estrelinha pra ele.

Resenha: A menina que roubava livros

O filme se desenvolve na Alemanha durante a 2ª Guerra Mundial, ou seja, o cenário, por si só, favorece a direção, haja vista a infinidade de elementos que podem ser utilizados no roteiro adaptado. 

No entanto, com todo esse manancial para ser explorado, achei que a direção do filme foi meia-boca, uma vez que poderia ter ido muito além do que foi, poderia ter caprichado um pouco mais no drama. 

Percebi que o diretor tentou não ser muito incisivo no sofrimento e nas amarguras da guerra, para não desagradar o grande público. 

A personagem principal é uma mocinha muito bonitinha, mas sua atuação não me convenceu. Que força ela fez pra chorar sobre o corpo desfalecido de seu amiguinho!! Justamente no clímax do filme, a protagonista não conseguiu desabrochar. 

De qualquer forma o filme merece ser visto, porque o roteiro é muito bom e Geoffrey Rush mandou muito bem.

Só acho que poderia ter sido melhor.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ninfomaníaca Volume I

Ontem assistimos ao filme Ninfomaníaca Volume I, do Diretor Lars Von Trier.

Um filme que está dando o que falar.

Percebi uma abordadem diferente sobre o sexo por sexo, sexo sem compromisso, sexo por instinto em contraposição ao Sexo por amor. Amor existe?

Há também a discussão sobre moralismo x hedonismo. O hedonista teria uma moral menos consistente? Seria uma pessoa ruim?

Por fim, gostei comparação tríade entre a arte, a natureza e relações humanas, presente no último capitulo do filme.

Enfim, um filme pra refletir e tentar entender.

As pistas foram colocadas, cabe ao público a sensibilidade para absorver as ideias.

Enjoy yourselves!